22.2.10

Os anúncios mais politicamente incorretos da história - 02

por Gisela Blanco

Segunda parte dos anúncios mais estranhos da história

TAMPA À PROVA DE "BURRAS"
Falta de noção - Machismo e violência contra a mulher
Onde - EUA
Quando - 1953

Na metade do século passado, este anúncio de ketchup pisou na bola feio ao dizer que a nova embalagem do produto era tão fácil de abrir que "até uma mulher conseguiria". Bom, sem comentários, né?

ME ESPANCA QUE EU GOSTO
Falta de noção - Machismo e violência contra a mulher
Onde - EUA
Quando - Décadas de 1950 e 1970

Segundo esta marca de café, se uma esposa não preparasse a bebida com o seu produto, supostamente o melhor, o marido teria todo o direito de lhe dar umas porradas... Outros anúncios, como estes de calças e de sapatos, defendiam que o homem deveria manter a mulher "onde ela pertence", ou seja: no chão, como capacho...

MELHOR QUE UMA MULHER
Falta de noção - Machismo
Onde - EUA
Quando - 1961

Quando este produto chegou ao mercado, ninguém reclamou da propaganda, que dizia com todas as letras: "Nosso Chef faz tudo, menos cozinhar - mas é para isso que servem as esposas!" Imagine o "sucesso" que o eletrodoméstico faria entre as donas-de-casa hoje...

VENDE-SE GENTE
Falta de noção - Anúncio de escravos
Onde - Brasil
Quando - 1821

Nos jornais do Brasil já foi possível encontrar pessoas à venda no meio de classificados de casas e carroças. No anúncio do Diário do Rio, o proprietário descrevia até os "dotes" do escravo. Em outro jornal da época, oferecia-se recompensa para quem capturasse uma escrava fugida. Esse barbarismo acabou com a assinatura da Lei Áurea, em 1888

BALINHA BIZARRA
Falta de noção - Pastilha de cocaína para crianças
Onde - EUA
Quando - 1885

Quando ainda não se sabia sobre o mal que a droga podia causar, essas pastilhas de cocaína eram vendidas para tratar dor de dente, sendo especialmente indicadas para crianças! Para completar, os fabricantes ainda diziam que o remédio deixava a galera "com um humor melhor"...

REMEDINHO DE ARTISTA
Falta de noção - Pastilhas para a garganta com cocaína
Onde - França
Quando - 1900

Para ficar com o gogó turbinado, este anúncio recomendava o uso de pastilhas com cocaína para cantores, artistas, professores e oradores. Além de melhorar a garganta, os drops "mágicos" também prometiam dar uma animada nos usuários. Não diga...

CHEIRO DE COISA MALUCA
Falta de noção - Propaganda de lança-perfume
Onde - Brasil
Quando - 1900

O cartaz apelava para a sofisticação e o erotismo na hora de mandar o recado: lança-perfume era a alegria de qualquer festa. Ficava todo mundo meio leso, mas ninguém estava nem aí. Bom, isso até o "perfuminho" ser proibido no Brasil, em 1961

O PAPA É PORRE
Falta de noção - Vinho com adição de cocaína
Onde - França
Quando - Década de 1870

Além de uva e álcool, esse vinho trazia na fórmula alguns graminhas de... folhas de coca! Os anunciantes juravam que, além de gostoso, era um bom fortificante. O garoto-propaganda do cartaz é Leão XIII, papa entre 1878 e 1903 e um fã do vinho francês

Feitos para chocar
Alguns anúncios são controversos por querer, como forma de levantar a discussão acerca de temas polêmicos

A marca de roupas Benetton já mandou ver na polêmica como forma de vender seu peixe. Em 1992, horrorizou muita gente com uma campanha que trazia a foto de um homem com aids no hospital, doença que, na época, ainda era tabu. Feito pela fotógrafa Therese Frare, o retrato lembra a tela religiosa Piettá, de Michelangelo. Depois, foi a vez de o fotógrafo Oliviero Toscani produzir uma série de fotos polêmicas para a marca: tem coisas como um padre e uma freira se beijando e até dois cavalos pegos no flagra. É dele também a foto de uma modelo em grau avançado de anorexia usada num anúncio. Feito para a marca de roupas Nolita em 2007, causou polêmica e acendeu a discussão sobre o tema da anorexia entre modelos.

Um comentário:

  1. Essas propagandas como a que levantou a discussão sobre a anorexia, as vezes, é importante. As vezes, é importante pra dar uma sacudida na população sobre temas polêmicos que precisam ser discutidos

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