23.9.09

Com quase 7 bi, população mundial preocupa

da New Scientist

Pense na maior multidão com a qual você já esteve --talvez 50 mil pessoas em um estádio. Em apenas 6 horas a partir de agora, haverá mais este número de pessoas no mundo, e outras 50 mil nas próximas 6 horas, e assim por diante. Não é de admirar que o aumento da população humana é visto, muitas vezes, como um dos maiores problemas do nosso mundo.
Há quase 7 bilhões de seres vivos atualmente, o dobro do que havia em 1965, com a adição média de 75 milhões de pessoas por ano. Projeções da ONU dizem que pode haver um adicional entre 2 e 4 bilhões até 2050. O planeta jamais passou por algo semelhante.
O mundo consegue sustentar este crescimento populacional? É uma questão controversa. Embora esteja claro que a população não possa aumentar para sempre, a história está repleta com terríveis, mas falhas, previsões de fome e morte resultantes da superpopulação. A mais famosa delas é a de Thomas Malthus, que alertou, há mais de dois séculos, que a população seria mantida "sob controle" pela elevação da mortalidade. O que ele não previu foi a capacidade das sociedades recém-industrializadas para suportar um grande número de pessoas.
Hoje, o "problema populacional" está de volta à agenda. No começo deste ano, o conselheiro científico do governo britânico John Beddington projetou uma população sob crise global em 2030.
Mais: um grupo de bilionários influentes, incluindo Bill Gates e George Soros, identificou a superpopulação como a maior ameaça que a humanidade enfrenta. Toda a vez que a "New Scientist* publica um texto detalhando mais uma das desgraças ambientais do planeta, leitores respondem argumentando que o problema real é a superpopulação.
As estatísticas populacionais são, de fato, impressionantes. Números brutos, contudo, escondem uma infinidade de complexidades. Olhando atentamente, fica claro que a suposição, baseada no senso-comum de que a população é a raiz de todos os males, é simplista.
Por exemplo, enquanto a população está crescendo em números absolutos, a taxa de crescimento (média) está reduzindo a velocidade --de um máximo de 2% nos anos 1960 para 1% hoje. No Japão, Rússia e muitos dos países europeus, mulheres estão tendo poucos filhos, o que está diminuindo a população, ou vai diminuir, em breve. Ao mesmo tempo, as populações de muitas das nações menos desenvolvidas estão explodindo, com mulheres em alguns países dando origem a mais de cinco filhos, em média.
Algumas dessas complexidades são desfeitas por especialistas. O demógrafo Paul Ehrlich, que reacendeu o debate há uma geração com seu best-seller "A Bomba Populacional", endossa a afirmação de que é preciso agir para conter a fertilidade.
Por outro lado, o escritor de ambiente Fred Pearce insiste que enfocar na população traz uma distração perigosa da questão real: o consumo. Depois, há o "admirável mundo novo" do encolhimento populacional que está em curso na Europa, como explica o demógrafo Reiner Klingholz.
"Estamos muito pesados para o mundo, os recursos são escassos para nós. A natureza não nos sustentar". Assim escreveu Tertuliano, um dos primeiros cristãos, no século 3. Naquela época, a população mundial era de cerca de 200 milhões de europeus. Dezoito séculos depois, e com 34 vezes mais pessoas no planeta, o debate continua.

Um comentário:

  1. Precisamos mesmo cuidar do nosso planeta. Mas até agora só tenho visto como destruímos nosso meio-ambiente em cada tarefa desenvolvida. No entanto, o crescimento populacional nos obriga à produção ininterrupta e cada vez mais eficiente e eficaz. Claro que temos o superconsumo insensato a ser combatido, mas ao nos lembrarmos da teoria de Malthus, correta caso se mantivesse a tecnologia de produção daquela época, mas hoje balanceada pela evolução tecnológica que corrige a questão do crescimento aritmético da produção, vemos que o nível populacional atual necessita das tecnologias utilizadas.

    Entretanto, temos visto muito combate contra vários formatos de produção, muita acusação, mas temo que todos inconsequentes, visto que ninguém sabe ao certo COMO corrigir os problemas e manter o nível necessário de produção.

    Os computadores continuarão a ser produzidos para melhorar a vida humana no planeta e todos, indistintamente, queremos possuir a melhor máquina, a melhor tecnologia. O próprio Greenpeace necessita de altas tecnologias cada vez melhores para aprimorar o combate. As obsoletas continuarão a ser abandonadas e ninguém tem certeza sobre o destino a ser dado a elas. O lixo se amontoa em todo lado.

    Muita discussão sobre o que é errado mas muita dúvida sobre o que é certo. Se fizermos tudo o que se propõe, certamente veremos que o homem deve deixar de existir, ou voltar para as cavernas. Então o mundo será ideal. Mas ideal pra quem? Como eleger os poucos que herdarão a Terra? Ah! Os yanques americanos certamente têm a resposta: ELES, é claro, que apesar de terem destruído seu quinhão geográfico, são e serão sempre os “salvadores” do mundo, se metendo no quintal dos outros à força bruta para isso.

    Pessoalmente prefiro o mundo como mil anos atrás, mas a humanidade consistia em alguns milhões de seres. Cresceremos aproximadamente 50% nos próximos 40 anos. Onde e como será produzido o alimento para tantos? Qual será o equilíbrio ecológico, onde estará a resposta?

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