2.10.09

Ministério da Educação cancela prova do Enem

O MEC (Ministério da Educação) cancelou a prova do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) que seria realizada neste fim de semana, após denúncia feita pelo jornal "O Estado de S.Paulo" que apontou vazamento do conteúdo das provas.

De acordo com informações do MEC, uma nova prova deve ser realizada no prazo de 45 dias.
O teste já está pronto, mas é preciso prazo para realizar a impressão, informou o ministro Fernando Haddad na manhã desta quinta-feira.

"Os indícios de que houve furto de exemplares são fortes. Não nos resta outra alternativa a não ser adiá-la [a prova]", disse ao "Bom Dia Brasil", da Globo.

Segundo a reportagem, o jornal foi procurado por dois homens que informaram ter recebido o material na segunda-feira (28) de um funcionário do Inep, órgão ligado ao MEC. Eles apresentaram a prova e pediram o pagamento de R$ 500 mil por ela.

Com base em informações do conteúdo do teste mencionadas pela repórter do jornal, o ministro da Educação decidiu cancelar a aplicação da prova. Ainda de acordo com a reportagem, funcionários da gráfica que imprimiu o Enem, em São Paulo, são os principais suspeitos do vazamento.

Neste ano o número de inscritos foi o maior registrado nas 11 edições do exame: 4.147.527. Destes, mais de 2,5 milhões já concluíram o ensino médio. Segundo o Inep, com base em dados do Censo Escolar da Educação Básica, já chega a 80% o índice de inscrição no exame entre os alunos que devem concluir a educação média neste ano.

Reformulado neste ano, o Enem será a única forma de seleção em 24 das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem. Instituições como USP, Unesp e Unicamp aceitam o Enem na composição da nota.
Pois é, esse é o Brasil. Dessa vez foi descoberta fraude, mas que garante que não houve nos anteriores ou em muitas provas de vestibulares. É dificil acreditar em alguma coisa por aqui. Eu cada vez fico mais cético. Os estudantes ficaram indignados, mas se houve fraude e necessário esse adiamento.

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